outubro 24, 2026

Véspera do 2º turno: petróleo dispara e Ibovespa varia pouco na semana

Ilustração editorial azul e dourada com ponte, economia global e transição energética

Semana de 19/10/2026 a 23/10/2026. Edição de 24/10/2026.

A semana em poucas palavras

  • O grande assunto foi a eleição: o 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro é neste domingo (25/10), e o mercado passou a semana de olho nas pesquisas.
  • O petróleo disparou com a tensão entre EUA e Irã no Golfo, o que preocupa quem depende de combustível e frete.
  • No Brasil, o Ibovespa (a bolsa de valores brasileira) e o dólar quase não se moveram na semana.
  • O risco: uma nova escalada no Oriente Médio pode subir ainda mais o preço dos combustíveis e pressionar a inflação.
  • O ponto positivo: a prévia da inflação de outubro veio sem susto, dentro do que o mercado esperava.

Como a semana fechou

  • Ibovespa: fechou a sexta em 205.082 pontos, queda de 0,47% no dia e de 0,17% na semana (Entenda: o Ibovespa é o "termômetro" da bolsa brasileira, a média das ações mais negociadas)
  • Dólar: fechou a R$ 4,99, queda de 0,92% no dia e de 1,58% na semana, no último pregão antes da votação de domingo
  • Petróleo Brent: fechou em US$ 116,72 o barril, alta de 3,13% no dia e de 6,24% na semana (Entenda: Brent é o principal preço internacional do petróleo, que influencia o preço da gasolina aqui)
  • Bitcoin: era negociado perto de US$ 80 mil neste sábado de manhã, com queda de cerca de 3% em 24 horas; a variação exata na semana não foi confirmada pelas fontes consultadas
  • EUA: o S&P 500 fechou a sexta em 7.623 pontos (queda de 0,52% no dia) e o Nasdaq em 25.955 pontos (queda de 0,21%), numa semana de oscilação entre a alta do petróleo e dúvidas sobre gastos em inteligência artificial
  • Juros: o Copom (comitê que define a Selic, a taxa básica de juros do Brasil) não se reuniu nesta semana; nos EUA, o Fed (o banco central americano) decide os juros na quarta (28/10), e o mercado via 90,6% de chance de ele manter a taxa entre 3,75% e 4,00%

Eleição: a reta final

  • O segundo turno entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro é neste domingo (25/10).
  • Uma pesquisa Veritá, divulgada na sexta, apontou Flávio Bolsonaro com 51,3% dos votos válidos contra 48,7% de Lula, dentro da margem de erro de 1 ponto.
  • Lula e Flávio Bolsonaro participaram de um debate na Globo nesta semana, trocando acusações sobre infraestrutura, agronegócio e poder de compra, a dias da votação.
  • Por que importa? O resultado deve mexer com o dólar e a bolsa já na segunda-feira, porque o mercado já vinha apostando numa direção.
  • Leitura prática: decisões maiores de investimento podem esperar a poeira baixar depois do resultado, em vez de reagir ao calor do momento.

Petróleo e a tensão no Oriente Médio

  • O petróleo Brent subiu 6,24% na semana, para US$ 116,72 o barril, com o Irã ameaçando atacar bases americanas e instalações sauditas no Golfo.
  • O WTI (petróleo americano) acompanhou, com alta de 4,29% na semana.
  • Por que importa? Petróleo mais caro tende a pressionar o preço da gasolina e do diesel aqui no Brasil.
  • Leitura prática: vale ficar atento ao preço dos combustíveis nos próximos dias, mas sem antecipar reajustes que ainda não foram confirmados.

Brasil: inflação sem susto

  • O IPCA-15 de outubro, a prévia da inflação oficial, subiu 0,32%, levando o acumulado em 12 meses a 4,62%, ante 4,47% no mês anterior.
  • Entenda: o IPCA-15 é calculado com os preços dos primeiros 15 dias do mês e serve como antecipação da inflação oficial do IBGE.
  • Por que importa? Inflação subindo significa que o seu dinheiro compra um pouco menos a cada mês.
  • Leitura prática: o número veio dentro do esperado pelo mercado, sem gerar sustos adicionais na semana.

Mundo: Wall Street pressionada pelo petróleo

  • Os principais índices de Nova York fecharam a sexta-feira em queda, com o Dow Jones recuando 1,24%, o S&P 500 0,52% e o Nasdaq 0,21%, pressionados pela alta do petróleo e por dúvidas sobre gastos em inteligência artificial.
  • O mercado também monitora a reunião do Fed na quarta (28/10), com apostas fortes de manutenção dos juros.
  • Por que importa? Juros americanos mais altos por mais tempo tendem a deixar o dólar mais forte e os investimentos no exterior mais caros.
  • Leitura prática: quem tem dinheiro investido fora do Brasil pode ver mais volatilidade até a decisão do Fed.

Empresas da semana

  • CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) foi a maior alta do Ibovespa na sexta, subindo 12,41%, em dia de otimismo com o cenário eleitoral.
  • Vibra Energia (distribuidora de combustíveis) foi a maior queda do dia, com recuo de 3,19%, justamente na semana em que o petróleo disparou.

Para aprender: a palavra da semana

  • Esta semana a palavra é IPCA-15: uma espécie de "prévia" da inflação oficial, calculada com os preços coletados nos primeiros 15 dias do mês.
  • Ele mexe com o seu bolso porque ajuda o mercado a prever se os juros vão subir, cair ou ficar parados, o que afeta financiamentos e a prestação do cartão.
  • Você vai ouvir esse termo de novo sempre no meio do mês, antes da divulgação do IPCA oficial do IBGE.

Semana que vem

  • Domingo (25/10): segundo turno da eleição presidencial, com resultado esperado para a noite.
  • Quarta-feira (28/10): o Fed decide os juros nos Estados Unidos.

Resumo final

  • A semana foi de espera: mercado e país de olho no segundo turno de domingo, com o petróleo em alta por causa da tensão no Oriente Médio.
  • O risco que fica é uma escalada maior no Golfo, que pode encarecer ainda mais o combustível.
  • Para quem está começando, a lição da semana é não tomar decisões de investimento no calor da eleição; dá para esperar o resultado se acomodar.

Observação

Este conteúdo é informativo e educacional. Não é recomendação de investimento.

Fontes consultadas

Investimentos envolvem risco. Rentabilidade passada não garante resultado futuro. Este conteúdo é educativo e não substitui a análise individual do seu caso.

Marcos Fleming, CFO Pessoal

Continue a leitura

Quer conversar sobre seus objetivos financeiros? Veja os canais de contato do CFO Pessoal.